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Conectividade

IA, conectividade e híbridos vão moldar setor até 2035, aponta relatório da AB

Novo relatório da Automotive Business e da Roland Berger aponta as principais tendências do setor automotivo para os próximos anos
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Redação AB

21 mai 2026

3 minutos de leitura

Tecnologias de IA, conectividade e eletrificação são as principais tendências do setor automotivo para 2035. É o que aponta o novo relatório “#Imersão ABX Cenários para a Indústria Automobilística Brasileira 2026”, feito por Automotive Business, em parceria com a Roland Berger.

O documento foi lançado nesta quarta-feira, 20, e apresenta tendências para seis categorias: visão do setor; cadeia de suprimentos; ambiente regulatório; eletrificação; transformação digital e IA; e inovação e talento.

Leia o relatório completo aqui.

Setor prevê ambiente mais competitivo e megatendências

Para os próximos cinco anos, a projeção para o setor automotivo é de crescimento moderado, mas com otimismo cauteloso entre os executivos. Com um ambiente significativamente mais competitivo, eles preveem a aceleração de fusões e aquisições e maior integração entre os players.

As megatendências que vão impactar o setor para 2035 são as tecnologias de IA, conectividade e eletrificação. Temas como sustentabilidade e mobilidade compartilhada aparecem com menor importância.

Híbridos plug-in e leves devem liderar eletrificação

A eletrificação é uma das principais megatendências do relatório. Apesar do avanço nas vendas de eletrificados no Brasil, a transição para os eletrificados ainda não é prioridade estratégica consolidada nas empresas e não ameaça as margens atuais.

Até 2035, a rota que deve dominar o Brasil são os modelos híbridos plug-in (PHEV), apontados por 39% dos respondentes, e os híbridos leves (MHEV), com 22%.

Para os executivos, essa transição é impulsionada principalmente pela concorrência chinesa (51%) e o custo total do veículo (TCO), com 21%.

Os clientes apontam interesse por tecnologias mais sustentáveis, mas as preocupações com o custo de revenda (37%) e o consumo (32%) ainda pesam mais e limitam a compra.

Além disso, os consumidores estão adiando a compra de eletrificados. Entre as principais barreiras para a adesão estão a falta de infraestrutura de recarga (41%), custo para o consumidor (20%), incluindo crédito e juros altos, e tecnologia de baterias (17%).

IA e digitalização avançam na jornada do cliente

O relatório de tendências aponta também a digitalização no setor automotivo, ainda em fase de maturidade média (52% das empresas), mas com alto potencial para 70% dos respondentes.

As vendas online não são o foco do setor, mas a jornada do cliente está cada vez mais digital e inclui elementos de IA, principalmente para melhorar o atendimento do cliente, relatado por 47%.

Entre as iniciativas bem-sucedidas implementadas por empresas estão, por exemplo, uso do WhatsApp como principal canal de atendimento para se aproximar dos clientes, aplicativo para centralizar o pós-venda, simulador de financiamentos e catalogação virtual.

Cadeia de suprimentos e regulação preocupam executivos

Além disso, o relatório aponta como os principais desafios da cadeia de suprimentos as tensões comerciais globais que afetam a estratégia de produção e fornecimento e as tarifas comerciais que limitam a competitividade internacional. Por isso, 83% apontam que a regionalização da produção é parte da estratégia.

Outro ponto é o ambiente regulatório imprevisível pressionando a competitividade e condicionando o planejamento estratégico do setor automotivo. Para os próximos três anos, as principais ameaças apontadas são reforma tributária e impostos (40%), emissões e sustentabilidade (27%) e importação e concorrência chinesa (16%).

Já em inovação, o modelo de carros por assinatura é apontado como a área com maior potencial até 2030 por 42% dos respondentes.