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Importação de carros chineses cresce 81% no quadrimestre

Entrada de modelos chineses segue em crescimento no país e um em cada quatro veículos no varejo é importado
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Natália Scarabotto

08 mai 2026

2 minutos de leitura

A importação de carros chineses aumentou 81,6% de janeiro a abril de 2026, em relação ao mesmo quadrimestre de 2025, somando 80.100 novas unidades. O balanço foi divulgado pela Anfavea, na sexta-feira, 8.

No acumulado de quatro meses, a importação total de veículos cresceu 12,7% de um ano para o outro, chegando a 168.068 unidades. Além da China, os veículos vindos do México também tiveram alta, de 14,4%.

Segundo a Anfavea, as vendas de veículos no varejo de importados representam 19,7% dos emplacamentos totais no país.

Por outro lado, o enfraquecimento do mercado argentino se reflete nas importações vindas do país vizinho, que caíram 20,2%, somando 54.900 unidades importadas.

Importações e exportações em abril

Em abril, o Brasil importou 48.977 veículos, aumento de 31,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Já em relação a março, o aumento foi de 3,6%.

Já as exportações tiveram queda de 11,3% em relação a abril do ano passado, com 33.200 unidades embarcadas. Em comparação com março deste ano, o resultado encolheu 11,2%.

Exportações sentem queda da Argentina no quadrimestre

O maior impacto foi no resultado do quadrimestre, devido ao enfraquecimento do mercado argentino. Com 142.400 veículos embarcados, as exportações caíram 16,6% entre janeiro e abril de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.

O maior tombo foi para a Argentina, com retração de 30% no período. Com isso, o Brasil exportou 71.100 unidades no quadrimestre para o país vizinho.

“No ano passado a análise era de que as exportações tinham subido para a Argentina e foi o que nos ajudou nos embarques do ano passado. Agora, com o desaquecimento de 6% do mercado argentino, a gente começa a sentir nas exportações e também no nosso market share no mercado argentino, que também caiu”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

A retração também é observada nos embarques para o México (-6,2%), o segundo maior destino dos veículos brasileiros, assim como para o Equador (-15,6%) e Uruguai (-34,1%).

O setor de caminhões e ônibus também teve uma leve queda nas exportações do quadrimestre, mas se mantém estável com média de 2.700 embarques mensais.