
Falar que uma marca que nasceu em 2016 e chega agora por aqui já é uma veterana no Brasil parece insano. Mas é justamente essa imagem da chinesa Leapmotor que a Stellantis quer passar com o início das vendas do elétrico C10.
O SUV elétrico tem porte grande, versão com autonomia que pode chegar a 900 km e custo benefício agressivo para tentar um lugar ao sol entre tantas marcas chinesas. Porém, é com a retórica de ser “a única chinesa com mais de 50 anos de Brasil” a principal aposta da Leapmotor.
Como a Leapmotor se vale da Stellantis para combater chinesas
Isso porque a Leap – para os íntimos, ou para quem quiser economizar na fala e na escrita – se vale de todo o suporte da Stellantis e de sua marca, digamos, mais veterana para valer aqui: a Fiat, que celebra seu cinquentenário no Brasil em 2026.
“Esse halo Stellantis permite ter muitas vantagens competitivas. Todo o processo para lançar uma marca implica em trazer muita coisa nova. No nosso caso, todas essas variáveis são muito conhecidas: mercado, atores do mercado, stakeholders como um todo. Isso facilita essa curva para nós”, diz Fernando Varela, VP da Leapmotor América do Sul.
Um exemplo é que o C10 começa a ser vendido em uma rede com 36 concessionárias de grupos que já trabalham com as marcas da fabricante. Com um detalhe: foram nomeados grupos com as melhores performances em vendas.
Estas lojas estão espalhadas por 29 cidades que, segundo a Leapmotor, cobrem mais de 80% do mercado de vendas de veículos elétricos no país. Além da rede de distribuição, muitas compartilham a área de pós-venda.
Por falar em pós-venda, além disso, a Leap estufa o peito para falar que começa com o suporte dos cinco centros de distribuição que a Stellantis mantém no Brasil, Argentina e Chile, com mais de 10 milhões de peças e R$ 1 bilhão em estoque.
Chamou para a briga

Com essa estratégia estrutural, a Leapmotor não esconde de ninguém que quer bater de frente com as chinesas novatas no mercado. E se diferenciar delas esse know-how.
“A Leap entra dentro da estratégia da Stellantis com uma posição clara: uma marca 100% eletrificada e que quer combater as outras marcas chinesas que estão entrando no mercado brasileiro”, avisa Varela.
Tanto que o portfólio segue a lógica das outras rivais chinesas, que chegaram aqui geralmente pelo andar de cima em seus primeiros produtos. Depois do C10, SUV grande com preços de R$ 189.990 a R$ 199.990, em janeiro chega o B10, SUV médio que custará entre R$ 172.990, e que já está em pré-venda.
“Nosso plano é ter um line-up de SUVs com criação de valor. Nosso primeiro passo agora é posicionamento da marca e estabelecer uma rede robusta. Temos uma visão clara de crescimento sustentável para nós e para a rede, com intuito de incluir novos produtos no portfólio e, naturalmente, crescer a rede”, explica o VP da Leapmotor.
