
A GWM vai inaugurar a produção de sua fábrica brasileira em 15 de agosto. Instalada em Iracemápolis (SP), a unidade começa a operar em um turno, com quadro formado por 500 funcionários. A cerimônia de início da operação contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da companhia, o empreendimento está configurado para produzir até 50 mil unidades por ano, mas arranca em ritmo menor, de cerca de 30 mil anuais.
O complexo que vai abrigar a produção da fabricante de origem chinesa pertencia, inicialmente, à Mercedes-Benz. Em 2021, após a marca alemã encerrar a produção local de veículos leves, a GWM comprou a unidade.
Fábrica da GWM terá pintura e soldagem
A fábrica da GWM começa a operar com a montagem de peças importadas por unidades (em vez de kits, como em um CKD), mas com processos locais de pintura e tratamento de superfície, soldagem e montagem final. Não há estamparia, embora exista ali condições para abrigar prensas futuramente.
De qualquer forma, o processo inicial da fábrica da GWM tem mais processos que a montagem em CKD bem mais básica da rival BYD em Camaçari (BA) – que ainda nem começou para valer.
Segundo Bastos, as peças estampadas dos modelos que serão montados (os SUVs Haval H6 e H9 e a picape Poer) na fábrica paulista da GWM chegam em um primeiro momento da China.
A empresa ainda estuda se, no futuro, é mais competitivo internalizar o processo de estampagem ou contratar um fornecedor local especializado no processo.
