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GWM quer ser respeitada antes de vender mais carros no Brasil

CEO global da marca chinesa diz que empresa deseja construir uma imagem positiva e de valor no mercado
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Vitor Matsubara

28 abr 2025

2 minutos de leitura

Parker Shi, CEO da GWM International, no Salão de Xangai – Foto: Vitor Matsubara/AB

A GWM não vai medir esforços para se tornar uma marca com uma imagem positiva no Brasil. Isso, antes de conseguir maiores volumes de vendas no mercado.

É o que garante o CEO da GWM International, Parker Shi. “Nós queremos ser uma marca respeitada. Nossa meta é que as pessoas respeitem a GWM”, disse o executivo durante o Salão de Xangai 2025.

“Ainda não somos ninguém”

Em um seleto encontro com jornalistas brasileiros e mexicanos, Parker disse que se preocupa com a construção de uma imagem sólida. E, num momento de extrema sinceridade, disse que a GWM ainda “não é ninguém” no Brasil.

“Em um mercado como o Brasil onde se vende 2,5 milhões de carros por ano, nós vendemos de 2 a 3 mil carros por mês. No ano a gente faz 32 mil. Temos pouco mais de 1% do mercado, então nós não somos ninguém quando analisamos os números”.

“Só que somos líderes em segmentos como o C-SUV. E isso porque a (Toyota) SW4 vende 17 mil (unidades) por ano”, ponderou.

O executivo destacou que a GWM não usa da agressividade para criar uma imagem sólida nos mercados onde atua. Reforçou também a importância de construir uma boa reputação.

“Um negócio saudável se baseia na construção de uma boa imagem de marca porque isso gera lucro e aumenta a participação de mercado”.

GWM critica EUA e pode fazer carros no México

Parker não fugiu de nenhuma pergunta. Bem ao seu estilo transparente, ele descartou uma eventual aproximação com os Estados Unidos.

“Eu gostaria de dizer que temos interesse (em fabricar carros) nos EUA. Mas é preciso entender algumas coisas quando se pensa em negócios e principalmente em política. Eles se preocupam que a China se torne a número um. Se você analisar as condições da OMC, os Estados Unidos dominam tudo”, diz.

“Tudo isso faz com que não tenhamos interesse nos EUA. Nós podemos ser parceiros de outros países”, afirmou.

O CEO da GWM International também revelou que está em conversas para construir uma fábrica no México.

“Acabei de ter uma reunião (sobre isso), mas não posso falar muito. É claro que temos intenção (de fazer carros no México) e precisamos ter. Sempre penso que produzir localmente é essencial para uma estratégia bem sucedida de longo prazo”.

Vale lembrar que uma eventual produção de carros por lá também seria benéfica para o Brasil. Como o país tem acordo comercial com o México, os veículos produzidos lá poderiam ser vendidos no mercado brasileiro sem alíquotas de importação.