
Para o delírio das montadoras com operação no país, atracou no Portocel, em Aracruz (ES), o navio Explorer 1, de propriedade da BYD. A carga da vez? 5,524 mil unidades de modelos elétricos da marca produzidos na China.
A importação em massa, realizada pela fabricante asiática pela primeira vez no ano passado, fez com que a indústria local pedisse a antecipação imediata da alíquota máxima do imposto de importação que incide sobre o segmento em manobra clara de proteção da produção local.
Mesmo com toda a gritaria a respeito de como essas remessas poderiam provocar desequilíbrio no mercado interno, a antecipação do imposto não veio. Quem sim, veio, foi a embarcação da BYD recheada com os modelos Dolphin, Song e Yuan.
Remessa chega para atender demanda local, diz montadora
Por meio de comunicado, a montadora informou que a segunda remessa “chega para atender a crescente demanda de mercado pelos veículos da marca até que a fábrica de Camaçari (BA) inicie as operações.”
Vale lembrar que o início da produção na unidade ainda é incerto, uma vez que a montadora se viu em meio a uma série de atrasos no cronograma das obras, sobretudo após denúncias de trabalho análogo à escravidão na unidade.
O Brasil virou o mercado mais importante para a exportação de carros híbridos e elétricos fabricados na China . Além do volume expressivo de unidades vendidas por aqui, as medidas tomadas pela União Europeia para frear a ascensão chinesa também fazem as marcas asiáticas voltarem seus esforços para cá.