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Nissan e Renault reduzem participações na Aliança

Empresas também concordaram em novas medidas que envolvem a Ampere e o desenvolvimento de modelos elétricos
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Redação AB

31 mar 2025

2 minutos de leitura

A Nissan e a Renault decidiram reduzir suas participações acionárias na aliança global que mantêm, e que também tem a Mitsubishi.

Segundo comunicado divulgado na segunda-feira, 31, ambas as empresas concordaram em reduzir suas fatias para no máximo 10% do capital do negócio. A obrigação anterior ao acordo era de um mínimo de 15% de participação.

As empresas afirmaram que o acordo ocorreu para garantir mais flexibilidade e independência estratégica, “permitindo que ambas tomem decisões de negócios mais autônomas e competitivas”.

Uma parceria de mais de duas décadas

A Aliança entre Nissan e Renault foi firmada em 1999, quando a Renault adquiriu 36,8% da Nissan, o que ajudou a montadora japonesa a superar uma grave crise financeira.

Em 2002, a Nissan retribuiu com investimento na Renault, consolidando uma parceria que ao longo dos anos se expandiu globalmente.

Ao longo desse tempo, os percentuais de participação acionária foram ajustados. A Renault chegou a deter 43,4% da Nissan, enquanto a Nissan tinha apenas 15% da Renault, sem direito a voto.

O desequilíbrio na estrutura de controle gerou tensões entre as empresas, o que levou à recente reestruturação, dando maior equilíbrio e liberdade para ambas.

Expansão global e novos projetos

Um dos principais movimentos globais recentes envolve a Índia. A Renault adquiriu os 51% da Nissan na Renault Nissan Automotive India, e se tornou dona de 100% da operação.

“A Índia é um mercado-chave para a indústria automotiva, e o Grupo Renault vai implementar um ecossistema e uma organização industrial eficiente no país”, afirmou Luca de Meo, CEO do Grupo Renault.

Outro movimento envolve o compartilhamento de plataformas. Na Europa, a Nissan desenvolve um novo modelo de automóvel elétrico derivado do Twingo, que é produzido pela Renault.

“Nosso objetivo é criar um modelo de negócio mais ágil e eficiente, que nos permita reagir rapidamente às mudanças do mercado”, destacou Ivan Espinosa, CEO da Nissan.

No acordo firmado na segunda-feira, a Nissan também foi liberada do compromisso de investir na Ampere, uma divisão da Renault para desenvolvimento de carros elétricos.