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Nos EUA, Toyota e governo de São Paulo defendem carro híbrido flex

Filial brasileira da marca japonesa está presente no SXSW para destacar polo de inovação brasileiro
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Giovanna Riato

13 mar 2025

2 minutos de leitura

Painel na São Paulo House, parte da programação oficial do SXSW que acontece nos EUA

O etanol e o carro híbrido flex podem e devem ganhar mercado internacionalmente, foi o que defendeu a Toyota do Brasil ao participar do South By Southwest (SXSW), um dos maiores festivais de inovação do mundo, que acontece no Texas, nos Estados Unidos, até 15 de março.

A subsidiária brasileira da montadora participou da São Paulo House, iniciativa do governo do Estado e da Prefeitura que é parte da programação oficial do evento. O objetivo é destacar a região como polo de inovação e fomentar negócios no Brasil.

Híbrido flex já gerou receita para a Toyota no SXSW

Segundo a organização, na edição de 2024, o projeto gerou mais de US$ 400 milhões em receitas para empresas no Brasil.

“Já vendemos mais de 100 mil veículos híbridos flex desde 2019 e exportamos para alguns países da América Latina. A tecnologia tem muito potencial de ganhar mais mercado”, defendeu Rafael Ceconello, diretor de relações governamentais da Toyota, em debate no evento.

“O etanol e o híbrido flex têm total aderência ao contexto do SXSW porque está dentro das pautas que vemos aqui de tecnologia, sustentabilidade e inovação”, completou.

Ele destacou no evento o investimento de R$ 11 bilhões que a companhia tem em curso no Brasil em novos produtos e na construção de uma nova linha de produção em Sorocaba (SP).

Ceconello disse que levar a visão da empresa sobre a descarbonização da mobilidade para o evento abriu boas oportunidades de conexão.

“Falamos com entidades de impacto social, com a comunidade criativa, com urbanistas. É importante para reforçar o nosso papel nesse momento de mudanças”, disse.

São Paulo não vai priorizar o carro elétrico

O diretor da Toyota falou sobre como a organização tem investido globalmente em diferentes tecnologias para a descarbonização. Para ele, a ideia é garantir que o consumidor tenha acesso ao produto que mais fizer sentido em cada mercado.

O secretário de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, defendeu o carro a etanol no SXSW. “O veículo elétrico nunca será a prioridade para nós”, declarou.

Ele citou a importância da produção do combustível para a economia da região e apontou que não seria coerente investir em uma ampla infraestrutura para veículos elétricos nesse contexto.