
Após a confirmação da fusão entre Honda e Nissan, a Renault se posicionou. A empresa, que é a principal acionista da Nissan, disse que vai “considerar todas as opções” pensando no interesse do grupo.
Com isso, a Renault não descarta nenhuma possibilidade. É possível que a empresa venda as ações que possui ou mesmo siga como acionista da Nissan.
Veja abaixo o comunicado na íntegra:
“O Grupo Renault está ciente do anúncio feito hoje por Nissan e Honda, que ainda estão no estágio inicial das conversas (para a fusão).
Como principal acionista da Nissan, o Grupo Renault vai considerar todas as opções com base no melhor interesse para o grupo e seus acionistas.
O Grupo Renault continua a executar sua estratégia e desenvolver projetos que criam valor para o grupo, incluindo projetos já lançados pela aliança”.
Aliança Renault-Nissan teve mudanças em 2023
Desde 1999, Renault e Nissan mantêm uma das alianças mais duradouras do setor automotivo mundial.
Durante o período, as empresas passaram por momentos positivos e negativos.
A relação se estremeceu nos últimos anos, sobretudo após a traumática saída de Carlos Ghosn do comando da aliança. A entrada do Estado francês no capital da Renault em 2015 também causou polêmica.
Desde 2016, a aliança inclui a Mitsubishi, marca que teve 34% de suas ações adquiridas pela Nissan.
No final de 2023, as empresas rediscutiram os termos da aliança para torná-la “mais justa”. Até então, a Renault tinha 43,4% daa ações Nissan, algo que mudou para “uma participação cruzada de 15%”, segundo comunicado assinado pelas empresas.
