
Depois de registrar declínio na sua produção e vendas globais, a Toyota tratou de dar uma resposta ao mercado para acalmar os seus investidores.
A montadora revisou o seu lucro para o ano fiscal, que se encerra no fim de março, para 9%, ou US$ 30,7 bilhões. A projeção passada era de US$ 28,09 bilhões.
A fabricante informou ao mercado que pretende alcançar a meta imprimindo uma política de aumento de preço e estabilização das suas linhas de produção.
A estratégia deve combater o cenário de receitas menores em mercados considerados estratégicos pela montadora.
A receita registrada na América do Norte, que inclui seu principal mercado em vendas de veículos, os Estados Unidos, caiu 63% nos primeiros nove meses do ano fiscal.
Na China, por sua vez, a receita também caiu durante o período, pressionada pelos maiores custos de marketing, já que a montadora buscava manter participação de mercado em meio à forte concorrência local.
Apesar dos resultados, Toyota foi a montadora que mais vendeu
No ano passado, a Toyota conseguiu, pela quinta vez consecutiva, ser a maior montadora do mundo. Ao longo do ano passado, o volume de vendas da montadora japonesa chegou a 10,8 milhões de unidades.
O resultado foi 1,5% inferior àquele vendido no ano passado, mas o suficiente para manter a posição de liderança à frente de Volkswagen e Hyundai.
No Brasil, em termos produtivos, os números foram negativos. A produção da companhia por aqui chegou a 203,3 mil unidades, queda de 4,3%. O desligamento da fábrica de Indaiatuba (SP) interferiu no resultado.
Na América Latina, a produção caiu 5,5%, saindo das linhas no ano passado um total de 372 mil unidades.