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Linha de trólebus mais antiga do país passará a ter ônibus elétricos

Prefeitura alega economia como motivo da troca na Linha 408A/10 em São Paulo, mas entidades civis protestam
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Victor Bianchin

19 ago 2025

2 minutos de leitura

A Linha 408A/10, também conhecida como Machadão, que opera entre os bairros da Aclimação e Perdizes em São Paulo (SP), terá seus trólebus substituídos por ônibus elétricos movidos a bateria.

A Ambiental, concessionária que opera a linha, formalizou o pedido na primeira quinzena de agosto, e ele foi publicado no Diário Oficial.


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Em operação desde 1949, a 408A/10 é a linha de trólebus mais antiga do país. Ela começa na rua Machado de Assis, na Aclimação, e termina na rua Cardoso de Almeida, em Perdizes. Ao longo de seu trajeto, passa por vários pontos importantes da cidade, como a avenida São Luís e o bairro da Liberdade.

A SPTrans informou que irá avaliar o pedido “para verificar se a mudança oferecerá melhora no serviço prestado ao passageiro”. De qualquer forma, os trólebus vermelhos da linha já foram trocados e deram lugar aos ônibus verdes da BYD, que contam com ar-condicionado, wi-fi e tomadas USB.

Moradores reclamam do fim dos ônibus trólebus

Foto: Divulgação/SPTrans

Algumas entidades civis protestam contra a mudança. A Associação dos Moradores e Amigos de Perdizes (Amora) vai lançar no dia 30 de agosto um movimento chamado Preserva Perdizes para conscientizar a população sobre as heranças culturais do bairro, com a linha 408A/10 entre os temas.

O Movimento Respira São Paulo também se posicionou contra a troca. A organização classificou a medida como “contrassenso” e apontou que um dos principais gargalos das frotas de ônibus elétricos é a infraestrutura para a recarga das baterias nas garagens.

“Temos uma estrutura de ônibus não poluentes já consolidada, que é subaproveitada, com 50% só de uso da sua capacidade atual e, em vez de priorizar isso, substituindo os modelos a diesel, a prefeitura cogita desmantelar a rede de trólebus”, disse Jorge Françoso de Moraes, presidente do Movimento, ao site “Diário do Transporte”.

Em julho de 2025, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, justificou a desativação dos trólebus devido ao seu custo de manutenção, que é de R$ 30 milhões por ano, e também por possíveis conflitos de infraestrutura com o sistema do VLT, que foi recentemente anunciado.