
Em março deste ano, a Prefeitura de São Paulo havia concluído estudos técnicos para seu novo projeto de mobilidade: o Bonde São Paulo, um VLT que irá circular no centro da cidade. Na segunda, 4, a SP Urbanismo revelou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi contratada para desenvolver o anteprojeto dessa iniciativa.
O anteprojeto é voltado aos serviços de engenharia, o que inclui o desenvolvimento de diversos sistemas, como o fornecimento de energia para as paradas e estações, sinalização de via, telecomunicações e suprimento de energia de tração para os trens.
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Enquanto os estudos de março haviam servido para detectar o impacto do novo modal no centro da cidade, o da CPTM terá aspecto mais voltado à funcionalidade. O valor do contrato é de quase R$ 1,39 milhão com prazo de cinco meses para ficar pronto.
VLT pode revitalizar áreas de São Paulo
Esse novo projeto de bondes começou a ser pensado em 2023. Na visão da Prefeitura, o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) é um elemento chave para revitalizar o centro da cidade.
Experiências internacionais, como as de Sevilha e Bilbao (Espanha) e Bordeaux (França), demonstram que sistemas semelhantes contribuíram para o aumento da ocupação de imóveis e o desenvolvimento econômico local.
No passado, São Paulo já teve 700 km de bondes urbanos, que começaram em 1872, ainda puxados por mulas, e depois foram eletrificados. O auge do sistema foi entre os anos 1920-1940. Depois disso, entrou em decadência, dando lugar aos automóveis. Os últimos bondes circularam no fim dos anos 1960.


As obras de construção do projeto do VLT estão estimadas em R$ 3,8 bilhões e deverão se estender por três anos, segundo reportagem da TV Globo.
Grande parte do aporte (70%) será bancado pela prefeitura, que busca acordo e convênio com o governo federal para viabilizar as despesas. Os outros 30% virão do setor privado, por meio de edital a ser aberto em 2026.
O VLT São Paulo terá duas linhas batizadas com nomes de árvores nativas da Mata Atlântica, Jequitibá e Sibipiruna, com aproximadamente 12 km de extensão. O preço da passagem será o mesmo dos ônibus e as composições irão aceitar Bilhete Único. Segundo estimativas da SP Urbanismo, 130 mil pessoas irão usar o modal todos os dias.
O bonde irá conectar bairros estratégicos, como Bom Retiro e Brás, o que promete facilitar o acesso a importantes pontos culturais e econômicos, como o Mercado Municipal, o Triângulo Histórico, a Rua 25 de Março, o Teatro Municipal, a Sala São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade.