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Mercado

GM pode ter problemas para atingir metas em 2025

Postura otimista demais e sanções do governo Trump ameaçam planejamento
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Redação AB

30 jan 2025

2 minutos de leitura

Sede da GM em Detroit, nos EUA
Empresa acredita que mudanças no governo Trump não vão afetar indústria

A GM pode ter dificuldades para atingir as metas de 2025. É o que acreditam investidores especializados no setor automotivo nos Estados Unidos.

As ações da montadora tiveram queda de 8,9% apenas na última terça-feira, 28. Entre os motivos estariam o cenário incerto diante das medidas do governo de Donald Trump. O novo presidente dos EUA já expressou sua predileção pelo petróleo e, de fato, deve reduzir os incentivos aos carros elétricos.

Além disso, Trump voltou a insinuar que pode aumentar os impostos de importação de bens como aço, alumínio e cobre. Todos os materiais são essenciais para a produção de veículos.

O presidente também reiterou a intenção de sobretaxar produtos vindos de México e Canadá, parceiros importantes para a cadeia automotiva dos Estados Unidos.

Metas e projeções da GM para 2025 seriam otimistas demais

A projetação realizada pela General Motors prevê um lucro líquido de US$ 11,2 bilhões a US$ 12,5 bilhões para 2025. Essa faixa está bem acima dos US$ 10,8 bilhões estimados pela London Stock Exchange Group (LSEG), uma das referências globais no mercado financeiro.

A agência “Reuters” diz que diversos analistas acreditam que a metas da GM para 2025 são excessivamente otimistas.

Na última terça-feira, a CEO da GM, Mary Barra, procurou tranquilizar os investidores. A executiva acredita que Trump “quer usar as políticas e regulamentações de uma maneira que fortaleça em vez de prejudicar montadoras como a GM”.

Montadora corre para trazer carros do Canadá e México

Trump alega que o aumento nas tarifas é uma maneira de fazer com que as empresas voltem a produzir nos Estados Unidos. No entanto, essa mudança (geográfica e logística) não é tão simples nem rápida de ser realizada.

Enquanto isso, a GM já se apressa em trazer para os EUA milhares de veículos fabricados no Canadá e México.

A montadora faz carros nos dois países, que são vistos como importantes parceiros estratégicos. Portanto, a ideia é trazer o maior número de unidades possíveis para o país antes de eventuais mudanças.

“Cada carro que pudermos trazer antes das novas tarifas é importante para nós”, disse o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson.