
O Metrô de São Paulo confirmou nesta terça-feira, 5, que a operação da nova Linha 17-Ouro será iniciada em março de 2026. Conforme acontece com as linhas do sistema metroviário da capital paulista, os primeiros meses serão de operação assistida, com horário de funcionamento reduzido e tarifa gratuita.
A operação completa deve ter início no segundo semestre do ano que vem.
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“O Metrô de São Paulo informa que as obras da Linha 17-Ouro já superaram 83% de execução, com avanços significativos. A implantação segue com frentes simultâneas de obras civis, sistemas e testes dos primeiros trens. A Companhia trabalha para garantir o cumprimento do cronograma de modo que a linha possa entrar em operação assistida em março de 2026”, disse o Metrô, em comunicado.
A Linha 17-Ouro, que é um monotrilho elevado, finalizou os testes com os trens vazios e atualmente realiza testes com pesos que simulam a presença de passageiros. A estimativa da companhia é ter ao menos oito trens até o fim de 2025, o que vai permitir a ampliação dessas simulações.
De acordo com o site MetrôCPTM, já há dois trens em uso na linha. A terceira e quarta composições estão no Porto de Santos (SP) aguardando traslado para a capital paulista, enquanto os demais devem chegar em agosto, setembro, outubro e dezembro, sucessivamente.
Para 2026, no primeiro semestre, a expectativa é a chegada de mais seis trens.

Há alguns dias, o governo do estado publicou um vídeo nas redes sociais sobre o andamento das obras.
A Linha 17-Ouro terá 6,7 km de extensão e oito estações, conectando o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, ao Morumbi. Oferecerá conexão com a Linha 5-Lilás do Metrô na estação Campo Belo e com a linha 9-Esmeralda, da Via Mobilidade, na estação Morumbi.
Por 30 anos, a gestão ficará a cargo da concessionária ViaMobilidade, que já opera as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda dos trens de superfície. A expectativa é atender 100 mil passageiros por dia.

As obras da Linha 17-Ouro começaram em 2012 com previsão de conclusão em dois anos, a tempo da Copa do Mundo de 2014. No entanto, ao longo dos anos, o projeto sofreu várias paralisações devido a rescisões contratuais com os consórcios responsáveis, que descumpriram prazos.
O projeto original tinha 17,7 km e 18 estações, mas o traçado foi reduzido para a versão atual, com menos da metade dessa extensão. Além disso, dos R$ 3,2 bilhões de custos previstos na época, o valor passou para os atuais R$ 5,8 bilhões.
Desde 2023 a obra é capitaneada pela empresa Agis Construção S.A., que prometeu finalizar o projeto até 2026.