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transporte urbano

Surgem as primeiras imagens do bonde urbano sem trilhos do Paraná

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Victor Bianchin

01 ago 2025

2 minutos de leitura

O governador do Paraná, Ratinho Junior, mostrou no Instagram as primeiras imagens do BUD (Bonde Digital Urbano), um tipo de trem sem trilhos que fará a conexão entre Curitiba e São José dos Pinhais. A tecnologia é inédita no Brasil.

O veículo é chamdo de ART (Autonomous Rail Rapid Transit), um tipo de ônibus inteligente que roda sobre pneus, mas com aparência e funcionamento similares aos de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).


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Apesar de não haver trilhos, ele roda sobre uma rota pré-determinada. Sua vantagem é que é mais barato de instalar, já que pode circular sobre uma via asfaltada comum.

As imagens mostram o trem, envelopado com a identidade visual do Estado do Paraná, circulando no pátio da empresa chinesa CRRC, onde foi desenvolvido e fabricado. Este vídeo mostra as características de um veículo similar da fabricante:

O veículo é 100% elétrico, atinge até 70 km/h e conta com três vagões, e pode levar até 400 passageiros. É fabricado na China e utiliza a tecnologia DRT (Digital Rail Transit, “trânsito sobre trilhos digitais”).

As principais características dessa tecnologia são a automação dos trens e das vias, inclusive com ferramentas de IA, a integração de dados em nuvem para gestão da malha, a maior sustentabilidade do sistema e mais conforto aos usuários por meio de bilhetagem eletrônica e informações em tempo real.

O percurso do BUD terá 22,8 km e será composto por 27 paradas, com quatro terminais de integração: Hauer, Carmo, Boqueirão e Terminal Central (São José dos Pinhais). Deve atender 160 mil passageiros por dia. O governo do Estado está investindo R$ 6 milhões em obras de infraestrutura, sinalização, transporte e outros equipamentos.

A partir de agora, uma série de testes deverá ser realizada com o trem na Região Metropolitana de Curitiba entre o Terminal de Pinhais e o Terminal de São Roque, em Piraquara, um trajeto com cerca de 10 km de extensão. Os testes devem durar aproximadamente seis meses, com o objetivo de avaliar a tecnologia e determinar se o governo do estado irá investir em implementar a solução.