
Com metas de crescimento no mercado dos lubrificantes, a Vibra correu para sair na frente com o lançamento de uma nova linha de óleos que atendem a novas especificações internacionais. Ao mesmo tempo, a empresa reforça suas metas de conquistar a liderança do segmento na América Latina.
Com isso, a companhia foi a primeira do setor a lançar o lubrificante com a nova norma API SQ/ILSAC GF-7 no Brasil, nesta segunda, 31. O óleo estreia a linha Lubrax Top Auto e será comercializado nas especificações 5W30 e 0W20.
De acordo com a Vibra, o lubrificante já começou a ser oferecido nas 1,7 mil franquias Lubrax+. Já na primeira semana de abril será distribuído para os mais de 120 mil pontos de vendas que a empresa mantém no país.
Vibra quer parceria com montadoras na área de lubrificantes
A nova linha de lubrificantes faz parte do recente investimento de R$ 100 milhões feito pela Vibra na fábrica de Duque de Caxias (RJ). Com esses movimentos, a empresa pretende ser líder na América Latina até o fim da década. Hoje, a participação é de 8% na região.
Depois de anotar crescimento de 16% em 2024 no segmento, a Vibra também quer dobrar as vendas até 2028. Hoje, no Brasil, a companhia tem participação de 21% no mercado de lubrificantes.
No caminho para este crescimento, a Vibra quer estreitar o relacionamento com as fabricantes de veículos para o primeiro enchimento. Como fez recentemente com a Mercedes-Benz na categoria de pesados.
“Uma das chaves dessa estratégia é estabelecer parcerias com montadoras”, explica Saulo Brazil, diretor de lubrificante da Vibra.
Com a nova gama de óleos API SQ, a Vibra, porém, ainda não fechou nenhum contrato como fornecedora original.
Como é o novo lubrificante da Vibra

O novo produto é voltado especialmente para carros híbridos. Segundo a Vibra, entre os benefícios do lubrificante, promessas de economia de combustível de até 4,7%, acima das exigências das normas API SQ.
As especificações ainda pedem maior proteção do sistema pré-ignição (importante em motores turbo e com injeção direta) e redução de emissões. Além de proteção contra corrosão.
Isso porque nos conjuntos híbridos os motores de combustão demoram a atingir a temperatura ideal de funcionamento. Isso reduz a evaporação dentro do motor e contribui para a condensação.
Outra consequência é a possível gelificação. A precipitação do motor devido à umidade pode formar uma espécie de gel no lubrificante, que atrapalha principalmente as partidas a frio.
A Vibra diz ainda que investiu em uma embalagem mais explicativa (é a primeira a trazer a nova marca da Lubrax) e em treinamento nos pontos de venda.
“Do ponto de vista técnico fizemos um esforço de treinamento, para mecânicos em concessionárias e mecânicos formadores de opinião”, conta Thiago Veiga, gerente de desenvolvimento da Vibra.
“Quanto ao rótulo, procuramos tornar o entendimento mais fácil, com a norma principal já embaixo da especificidade e com a informação de que é desenvolvido para carros híbridos. Ajuda a tornar simples um assunto que geralmente é complexo e técnico para os consumidores”, completa.
