
A “house of brands”, como se autoclassifica a Stellantis, pode perder um cômodo tradicional para arrumar as contas da casa. É que a montadora, dona de 14 marcas, pode vender a Maserati.
Reportagem da “Reuters” diz que o grupo automotivo estaria considerando se desfazer da marca de luxo italiana. A venda da Maserati seria uma das opções da Stellantis para reformular seu portfólio e otimizar suas operações.
Desde 2024 a fabricante tenta reduzir custos para manter seu plano de eletrificação e encarar a concorrência chinesa. Desde então, correm especulações de que marcas deficitárias dentro do grupo estariam a perigo – Chrysler, Dodge, Lancia e Alfa Romeo seriam algumas delas.
De acordo com a agência de notícias, as discussões sobre o destino da Maserati já estariam na pauta do presidente da Stellantis, John Elkann. Antes mesmo da nomeação do novo CEO, Antonio Filosa.
Vendas da Maserati despencaram
Em abril, a Stellantis contratou a consultoria McKinsey para assessorá-la sobre os efeitos das tarifas americanas sobre a Maserati e a Alfa Romeo. Na ocasião, a empresa garantiu que estava “totalmente comprometida” com as duas marcas – em 2024 a montadora havia afirmado que não venderia a Maserati.
Ainda segundo a reportagem, duas fontes revelaram que a venda da Maserati estaria entre as opções que a McKinsey considera para a Stellantis. A montadora, contudo, não determinou que a consultoria encontre um comprador para a marca de luxo.
Os negócios da Maserati desidrataram nos últimos anos. A vendas da italiana caíram mais da metade em 2024, para 11.300 unidades. O prejuízo operacional ajustado no ano passado foi de € 260 milhões.
Para fomentar as especulações, a Maserati não tem novos carros previstos e seu plano de negócios foi suspenso pela Stellantis em 2024. O diretor da marca, Santo Ficili, garantiu que o plano seria apresentado logo após Filosa assumir o cargo.