
A Tesla teve queda nas vendas em cinco países da Europa no primeiro mês de 2025. A fabricante de carros elétricos registrou queda de 12% na Inglaterra, apesar de o país ter batido o recorde histórico de emplacamentos deste tipo de veículo.
Os números estão ainda piores em outros mercados europeus. Houve declínio de 63% na França, 44% na Suécia, 38% na Noruega e 42% na Holanda.
O mau momento nestes países coincide com o revés na Califórnia. Embora o estado seja o principal mercado da Tesla nos Estados Unidos, houve queda de 12% nas vendas em janeiro.
Apoio à Trump pode ter derrubado vendas da Tesla na Europa
Esses resultados aumentam as especulações de que a queda nas vendas da Tesla na Europa pode ser uma reação indireta à posição política de Elon Musk.
O CEO da Tesla foi um dos maiores financiadores da campanha de Donald Trump. Durante um comício de apoiadores do atual presidente dos Estados Unidos, Musk polemizou ao fazer um gesto visto por especialistas como uma apologia ao nazismo.
Portanto, há uma teoria de que os consumidores estariam comprando carros elétricos de outras marcas, sobretudo no continente europeu.
Essa tese ganha força com evidências como uma enquete realizada pelo site Electrifying.com junto a donos de carros elétricos residentes na Inglaterra. Nela, 59% dos respondentes afirmaram que a influência da figura de Musk faria com que eles deixassem de comprar um carro da Tesla.
Fato é que a Tesla despencou da segunda para a sétima posição no ranking de vendas de carros elétricos na Inglaterra. Em janeiro, a empresa ficou atrás de rivais como Volkswagen, Mercedes-Benz e Peugeot.
Tesla teve resultado ruim em 2024, mas segue com prestígio
Em 2024, a Tesla registrou seu primeiro resultado deficitário em vendas de sua história.
Mesmo assim, a empresa ainda lidera os emplacamentos de veículos elétricos nos Estados Unidos. As ações da montadora também seguem valorizadas pelo mundo.
Nos últimos dias, Musk afirmou que o aguardado carro elétrico de entrada será lançado em 2025. O magnata também promete investir de forma intensa no desenvolvimento das tecnologias de condução autônoma, inclusive no segmento de robotáxis.