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SUVs compactos

Por R$ 99.990, Volkswagen quer fazer do Tera o carro mais vendido do Brasil

SUV de entrada é estratégico para a marca alemã aumentar sua participação de mercado e incrementar exportações
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Giovanna Riato

25 mai 2025

4 minutos de leitura

CEO da Volkswagen, Ciro Possobom diz que Tera será o mais vendido do país – Foto: Giovanna Riato/AB

A Volkswagen apresentou o seu novo SUV de entrada, Tera, no domingo, 25, em São Paulo (SP). O modelo, que chega às concessionárias em 5 de junho, tem papel de protagonismo da gama da marca.

“A meta é fazer do Tera o carro mais vendido do Brasil”, projeta Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen para o país.

Além de mais vendido, Volkswagen Tera vai ajudar exportações

Além de aumentar a participação da montadora nas vendas do mercado nacional, o modelo vai ajudar acelerar as exportações da marca para 25 países da América Latina e Caribe. A ferramenta para chegar a esses objetivos? A VW tem algumas, inclusive, o preço.

Em quatro versões, a tabela do Tera varia entre R$ 103.990 e R$ 142.99, mais “amiga” do que a concorrência. Para o barulho inicial, a empresa traz lote de lançamento de 999 unidades por R$ 99.990.

O Fiat Pulse, por exemplo, começa em R$ 116.990, enquanto o Renault Kardian parte de R$ 112.690. Só que tem o Citroën Basalt com preço inicial promocional que parece eterno de R$ 92.990.

Em breve, entra em cena o Jeep Avenger, que a Stellantis já confirmou. General Motors e Nissan também preparam SUVs para atuarem nesse segmento. Mas os preços ainda são um enigma.

Volkswagen já prepara Tera híbrido

Volkswagen Tera vai disputar espaço na base do mercado de SUVs

Em tempos de carros eletrificados pipocando nas ruas brasileiras, a Volkswagen optou por trazer o Tera com duas opções motores de combustão: o propulsor 1.0 MPI de até 84 cv e o 1.0 TSI, de até 116 cv.

“Pensamos em tecnologia e soluções acessíveis ao consumidor local. Mesmo sem hibridização, o Tera é mais econômico do que o concorrente que tem versão híbrido leve”, diz Possobom, alfinetando o Fiat Pulse.

Ele admite, no entanto, que em breve o Tera deve ganhar versão híbrida, assim como grande parte da gama Volkswagen.

“Este carro tem a responsabilidade de se tornar um ícone da marca”, aponta.

O desafio para fazer do SUV o mais vendido é grande, já que o próprio CEO enxerga o Tera como o próximo Fusca, modelo que teve nada menos do que 3 milhões de unidades vendidas. Ou, ainda, o próximo Gol, que somou 7 milhões de emplacamentos.

Tera inaugura inteligência artificial generaliza

Outra ferramenta da Volkswagen para alcançar objetivos tão ambiciosos está na tecnologia. O modelo traz itens diferentes para a categoria, como a frenagem autômnoma de emergência desde a primeira versão, com câmbio manual, e painel de instrumentos digital.

Mas a grande novidade no campo tecnológico fica com o Otto, a inteligência artificial generativa que equipa o carro. A solução depende de um aplicativo no celular do cliente. Com isso, é só dizer “fala, Otto” que o simpático ícone da IA aparece na tela – um Avatar inspirado na aparência da Kombi.

Com o sistema atento, é possível perguntar sobre navegação, condições climáticas, informações do manual do carro ou qualquer dúvida cotidiana que o Otto busca a resposta na Internet e traz em linguagem natural.

A solução vai estar disponível a partir de julho e será gratuita no primeiro ano. Depois, passa a custar R$ 24,90 por mês

Volkswagen Tera: grande investimento, grandes objetivos

A Volkswagen faz questão de enfatizar que o Tera é projeto 100% nacional, um dos frutos do pacote de R$ 16 bilhões em investimentos que a companhia faz no Brasil. O design é do JC Pavone, head da área para as Américas.

Segundo a montadora, o carro já nasce com 81% de conteúdo nacional entregue por 230 fornecedores na fábrica da companhia em Taubaté (SP), onde começou a ser produzido em abril. A movimentação será de R$ 3,2 bilhões em compras de componentes só em 2025, estima a Volkswagen.

Possobom entende que, além do produto em si, esses pontos são as grandes vantagens competitivas do Tera diante da crescente concorrência, principalmente a chinesa.

“Tem muita gente chegando, mas vai ficar e conseguir ganhar mercado quem se estabelecer aqui. Já vimos isso acontecer, com marcas indo embora diante da primeira crise ou mudança de cenário”, conclui.