
A Volkswagen apresentou o seu novo SUV de entrada, Tera, no domingo, 25, em São Paulo (SP). O modelo, que chega às concessionárias em 5 de junho, tem papel de protagonismo da gama da marca.
“A meta é fazer do Tera o carro mais vendido do Brasil”, projeta Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen para o país.
Além de mais vendido, Volkswagen Tera vai ajudar exportações
Além de aumentar a participação da montadora nas vendas do mercado nacional, o modelo vai ajudar acelerar as exportações da marca para 25 países da América Latina e Caribe. A ferramenta para chegar a esses objetivos? A VW tem algumas, inclusive, o preço.
Em quatro versões, a tabela do Tera varia entre R$ 103.990 e R$ 142.99, mais “amiga” do que a concorrência. Para o barulho inicial, a empresa traz lote de lançamento de 999 unidades por R$ 99.990.
O Fiat Pulse, por exemplo, começa em R$ 116.990, enquanto o Renault Kardian parte de R$ 112.690. Só que tem o Citroën Basalt com preço inicial promocional que parece eterno de R$ 92.990.
Em breve, entra em cena o Jeep Avenger, que a Stellantis já confirmou. General Motors e Nissan também preparam SUVs para atuarem nesse segmento. Mas os preços ainda são um enigma.
Volkswagen já prepara Tera híbrido

Em tempos de carros eletrificados pipocando nas ruas brasileiras, a Volkswagen optou por trazer o Tera com duas opções motores de combustão: o propulsor 1.0 MPI de até 84 cv e o 1.0 TSI, de até 116 cv.
“Pensamos em tecnologia e soluções acessíveis ao consumidor local. Mesmo sem hibridização, o Tera é mais econômico do que o concorrente que tem versão híbrido leve”, diz Possobom, alfinetando o Fiat Pulse.
Ele admite, no entanto, que em breve o Tera deve ganhar versão híbrida, assim como grande parte da gama Volkswagen.
“Este carro tem a responsabilidade de se tornar um ícone da marca”, aponta.
O desafio para fazer do SUV o mais vendido é grande, já que o próprio CEO enxerga o Tera como o próximo Fusca, modelo que teve nada menos do que 3 milhões de unidades vendidas. Ou, ainda, o próximo Gol, que somou 7 milhões de emplacamentos.
Tera inaugura inteligência artificial generaliza
Outra ferramenta da Volkswagen para alcançar objetivos tão ambiciosos está na tecnologia. O modelo traz itens diferentes para a categoria, como a frenagem autômnoma de emergência desde a primeira versão, com câmbio manual, e painel de instrumentos digital.
Mas a grande novidade no campo tecnológico fica com o Otto, a inteligência artificial generativa que equipa o carro. A solução depende de um aplicativo no celular do cliente. Com isso, é só dizer “fala, Otto” que o simpático ícone da IA aparece na tela – um Avatar inspirado na aparência da Kombi.
Com o sistema atento, é possível perguntar sobre navegação, condições climáticas, informações do manual do carro ou qualquer dúvida cotidiana que o Otto busca a resposta na Internet e traz em linguagem natural.
A solução vai estar disponível a partir de julho e será gratuita no primeiro ano. Depois, passa a custar R$ 24,90 por mês
Volkswagen Tera: grande investimento, grandes objetivos
A Volkswagen faz questão de enfatizar que o Tera é projeto 100% nacional, um dos frutos do pacote de R$ 16 bilhões em investimentos que a companhia faz no Brasil. O design é do JC Pavone, head da área para as Américas.
Segundo a montadora, o carro já nasce com 81% de conteúdo nacional entregue por 230 fornecedores na fábrica da companhia em Taubaté (SP), onde começou a ser produzido em abril. A movimentação será de R$ 3,2 bilhões em compras de componentes só em 2025, estima a Volkswagen.
Possobom entende que, além do produto em si, esses pontos são as grandes vantagens competitivas do Tera diante da crescente concorrência, principalmente a chinesa.
“Tem muita gente chegando, mas vai ficar e conseguir ganhar mercado quem se estabelecer aqui. Já vimos isso acontecer, com marcas indo embora diante da primeira crise ou mudança de cenário”, conclui.
