
Quando se pensa em SUV eletrificado, logo vem à mente um modelo pacato para a cidade. O GWM Haval H6, mesmo em sua versão híbrida plena (HEV), sempre chamou a atenção por conseguir entregar um pouco além – inclusive na estrada – e agora ganha o diferencial de ser flex.
Mesmo bebendo etanol, na linha 2027 o Haval H6 flex pouco muda em termos práticos. Ficou discretamente mais potente, recebeu bateria mais compacta e com promessa de mais eficiência, além de reposicionada no assoalho, o que impactou levemente a dirigibilidade.
Mudanças nas peças para o Haval H6 flex

O primeiro contato com o Haval H6 flex foi em um trecho curto e com poucas variações em Brasília (DF). Em pouco mais de 25 km e 30 minutos nas retas planas e infinitas da capital do país, o SUV mostrou o comportamento de sempre.
O motor turbo de ciclo Miller que agora bebe etanol tem injeção direta. Aliado a ele está uma bateria mais compacta e 10 kg menos pesada – 20% mais leve que a anterior.
A GWM diz que trocou vários componentes para o Haval H6 virar flex. Velas de ignição, bicos injetores e bombas de combustível foram algumas das mudanças. Sem falar no sensor de etanol e no tratamento de peças internas do conjunto.
A transmissão DHT de duas marchas foi retrabalhada, também com componentes menores e mais leves. Importante lembrar que ela serve ainda como motor elétrico e gerador.
Ao volante do SUV híbrido
A potência combinada adicionou 5 cv. Passou de 243 cv para 248 cv. Já o torque caiu devido à bateria menor, segundo a fabricante.
Nas versões HEV flex do Haval H6, a força desceu de 55,1 kgfm para 54,5 kgfm. Na prática, percebe-se pouca diferença em relação ao utilitário esportivo sem a tecnologia que permite receber gasolina e etanol.
Ao pisar leve, o motor elétrico impera. Ao pisar mais forte, a unidade de combustão responde bem. Pelos dados da GWM, o 0 a 100 km/h melhorou: caiu de 7,9 para 7,6 segundos.
O grande ganho foi no consumo. Já nos padrões do PBEV/Inmetro, as médias no ciclo urbano com gasolina passaram de 14,7 para 15,8 km/l. Com etanol, 10,2 km/l.
E é justamente na cidade onde o Haval H6 se sente à vontade. Nas vias em que conseguimos esticar, o SUV mostrou que entrega força e agilidade suficientes para chegar aos 80 km/h. O que demonstra sua aptidão também para a estrada.
Até porque segue com suas outras virtudes. Posição de dirigir agradável e espaço suficiente para motorista e quatro passageiros. O porta-malas recebe bons 530 litros.
Dinâmica ainda é uma questão?

O acabamento já tinha recebido melhorias significativas na linha 2026. Enquanto a dinâmica também continua com seus poréns.
Nas poucas imperfeições do trajeto, a suspensão suave sacoleja bem a cabine. Mas apesar de a engenharia da GWM garantir que não alterou a calibragem do jogo (McPherson na frente e multibraço, atrás), a mudança da posição das baterias causou certo efeito.
Agora no assoalho e entre os eixos – em vez de na parte inferior do porta-malas, o centro de gravidade mudou. E nas poucas curvas do test drive o Haval H6 HEV flex pareceu torcer menos.
Porém, ainda é um indefectível SUV eletrificado com alma chinesa. Para o bem e para o mal.
