
O #ABX26 já começou. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, o São Paulo Expo recebe milhares de profissionais do setor automotivo e da mobilidade para um dia de debates, negócios, encontros e experiências no Automotive Business Experience.
Ao longo do dia, a equipe de Automotive Business acompanha os principais acontecimentos do evento e atualiza esta página em tempo real, com destaques dos palcos, anúncios das empresas, entrevistas, movimentações da feira e outros assuntos que marcam a programação.

O #ABX26 reúne 13 palcos de conteúdo, mais de 200 palestrantes, Rodadas de Negócios, Speed Dating, exposições e Test Drive. A programação percorre temas como tecnologia e inovação, mobilidade, energia e insumos, varejo, agro, transporte, gestão de frotas, diversidade e marketing.
Acompanhe abaixo os principais destaques do evento ao longo do dia.
9h10 – “Nova Ordem Automotiva”: Letícia Costa analisa disputa por geopolítica e software
Na palestra de abertura da Trilha Principal, Letícia Costa, sócia da SLP Consultoria, apresentou um panorama da “Nova Ordem Automotiva Global”. A especialista apontou que a disputa do setor extrapolou o desenvolvimento tradicional de veículos e passou a ser definida por inteligência artificial, veículos definidos por software e o controle sobre a cadeia de suprimentos de minerais críticos.
Segundo a consultora, as recentes barreiras comerciais e disputas geopolíticas entre potências globais redefinem a competitividade das montadoras no Brasil e no mundo, exigindo estratégias mais flexíveis e regionais para a manutenção de escala e inovação.
11h – Anfavea, Stellantis e Kearney alertam para o impacto das importações na indústria nacional
O debate sobre a reindustrialização do setor automotivo brasileiro no palco principal do #ABX26 trouxe alertas sobre o avanço das importações de veículos e a urgência de medidas de preservação da competitividade local.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, defendeu que o processo exige olhar atento para as transformações globais sem perder de vista a relevância do parque produtivo do País:
“Reindustrializar é acompanhar as grandes tendências mundiais sem esquecer da capacidade que a indústria nacional tem.”
Ao abordar os entraves macroeconômicos e regulatórios, Rafael Palácio, diretor da Kearney Brasil, apontou as indefinições tributárias como obstáculo para atração de aportes:
“O grande desafio é competir com o exterior. Para criar medidas que auxiliem o país nessa reindustrialização, é necessário um ambiente mais estável, que hoje conta com incertezas acerca dos impostos seletivos para carros e mudanças que vêm com a reforma tributária.”
Já Márcio de Lima Leite, senior vice-presidente de Relações Institucionais da Stellantis, destacou o descompasso entre o volume de vendas no mercado interno e a fabricação local, cobrando celeridade das lideranças:
“O mercado cresceu, mas isso não foi sinônimo de crescimento da produção, especialmente com a importação de veículos subindo. Esse desafio deve ser enfrentado com velocidade, diante do risco de perda de empregos e da menor participação da indústria nacional de autopeças no país.”


11h – Inteligência artificial física e humanoides abrem as discussões no palco do #ABX26
A abertura do Automotive Business Experience (#ABX26) destacou o avanço da tecnologia na mobilidade com a apresentação de Paula Braga, CEO de Automotive Business, ao lado do robô humanoide da empresa 5era.
Durante o painel, que contou com a presença do CEO da 5era, Gil Giardelli, foram abordadas as transformações provocadas pela inteligência artificial quando aplicada ao ambiente físico. O executivo explicou como a integração de robôs humanoides pode otimizar processos operacionais e redefinir linhas de montagem e rotinas na indústria automotiva.
“Estamos diante de um salto no qual a inteligência artificial deixa o ambiente puramente digital para atuar de forma prática e executiva no chão de fábrica e na operação do setor”, destacou a apresentação no palco principal.
11h30 – “Não existe bala de prata”, afirma Power Systems Research sobre elétricos nas frotas
Durante o painel de lançamento do Relatório de Tendências Transporte e Gestão de Frotas no #ABX26, Fábio Ferraresi, diretor-geral da Power Systems Research para a América Latina, analisou a transição energética nos veículos comerciais e destacou que a eletrificação avançará de forma heterogênea no País.
Segundo o especialista, os modelos 100% elétricos ganharão escala prioritariamente no transporte urbano e em aplicações de veículos comerciais leves, enquanto diferentes matrizes energéticas dividirão espaço nas rotas de longa distância:
“A pergunta que a gente ouve é: o elétrico vai dominar? Qual vai ser a tecnologia dominante? Não existe bala de prata. Cada operação terá uma solução mais adequada, enquanto gás, eletrificação e outras tecnologias devem coexistir no mercado.”